Centro Intercultural Indígena UFSC

Os concursos de projeto de arquitetura e urbanismo são um meio de seleção e contratação de projetos, mas, sobretudo, importantes meios de reflexão sobre as cidades e o ambiente construído. Materializados em projetos, constituem um rico material e repertório de informações sobre o campo da arquitetura e urbanismo.
No viés do ensino-aprendizagem, a participação de estudantes de arquitetura em concursos de projetos de arquitetura e urbanismo constituem um importante instrumento didático pedagógico. Através da formação de equipes de trabalho, os estudantes têm a oportunidade de abordar criticamente os problemas colocados no tema de cada concurso, desenvolvendo habilidades de projetação e comunicação gráfica de ideias sobre temas e demandas reais. A partir da ampliação ao acesso à universidade, um dos maiores desafios tem sido a garantia de permanência dos estudantes indígenas, que deixam temporariamente suas aldeias e sua realidade cultural para ampliarem seu aprendizado e formação. A UFSC tem se sensibilizado com a situação de seus estudantes indígenas e destaca a necessidade de construir soluções adequadas e de qualidade para sua permanência na universidade, considerando também as questões culturais envolvidas.

O Concurso

Nesse sentido, realizou-se um concurso interno entre estudantes de graduação da UFSC, articulados com a disciplina ARQ5683 – Trabalho Supervisionado. O concurso consistiu no desenvolvimento de um projeto arquitetônico, em nível de estudo preliminar, para um edifício para o Centro intercultural indígena na UFSC. O edifício fará parte do complexo de edificações destinadas à permanência dos estudantes indígenas da UFSC, que inclui a Moradia Estudantil Indígena (projetada) e o Espaço do Fogo (construído) em parcela de terreno no campus da UFSC em Florianópolis, próxima à entrada da Carvoeira.

O Centro intercultural indígena na UFSC será um edifício de pequeno porte que deverá abrigar atividades de encontro e trocas culturais entre estudantes indígenas e não indígenas. A definição e entendimento do que possam ser essas atividades também são objeto do concurso, bem como os aspectos simbólicos de entrada e recepção no território indígena do campus. Devido ao fato da área de implantação do edifício localizar-se próximo a uma entrada de pedestres a ser criada (junto à faixa de pedestres), o acesso e as áreas externas do entorno do edifício também deverão ser contemplados no projeto. O edifício poderá ter no máximo 200 m² de área coberta e deverá contar com, no mínimo, um banheiro acessível e um pequeno depósito de áreas fechadas.

Projeto Equipe 1

Projeto Equipe 2

Projeto Equipe 3

Equipe de professores: 
Prof. Fábio Ferreira Lins Mosaner (Coordenador)
Prof. Eduardo Westphal
Prof. Ricardo Socas Wiese
Colaboradoras
Arqª. Fernanda Machado Dill
Arqª. Nauíra Zanardo Zanin
Arqª. Thayse Menezes Reis
Equipe de estudantes
Maria Luisa Boabaid Moreira
Mateus Lima Fernandes de Souza
Paulo Cesar Souza Pinheiro
Pedro Jerônimo Vianna  Vaz de Faria
Silvia Micaela Rode

Início e fim do projeto: 2021