Casa de Passagem Indígena

A Ilha de Santa Catarina é tradicionalmente território de circulação indígena. Atualmente a presença indígena na cidade é marcada essencialmente pelo comércio do artesanato que, por sua vez, corresponde à principal forma de manutenção das relações econômicas com suas aldeias na região. Os indígenas da região há muitos anos vendem artesanato no centro da cidade, prática realizada pelas mulheres com suas crianças em um pano sobre o chão, a qual denominam Poraró. Após a mobilização indígena em torno de condições para a dignidade de permanência sazonal no município, foi estabelecido um espaço de alojamento provisório no Terminal do Saco dos Limões (TISAC), nunca utilizado. Tendo em vista o contexto apresentado, é de suma importância que os indígenas tenham um espaço digno e projetado de acordo com as normas técnicas que acomodem o uso de permanência temporária – a Casa de Passagem – e espaços de trocas culturais e venda de artesanato, configurando um Ponto de Cultura, abertos à comunidade. O objetivo geral é projetar uma Casa de Passagem e Ponto de Cultura em Florianópolis para abrigar, de modo temporário, as comunidades indígenas no município. Os objetivos específicos são: contribuir para a sustentabilidade e valorização dessa comunidade; promover trocas culturais com a população do município; desenvolver projeto de arquitetura de modo a contribuir para a formação técnica e ética dos estudantes; promover investigação acerca de técnicas e práticas de construção ecologicamente corretas; promover metodologia de projeto participativo. Esse projeto de extensão aplicará a metodologia participativa de projetação arquitetônica, envolvendo a comunidade indígena, para ampliar a compreensão acerca deste contexto. As dinâmicas participativas estabelecem íntimas relações com os estudos projetuais de arquitetura direcionados à preservação e valorização da cultura dos povos originários brasileiros. Desse modo, o projeto propõe a consolidação do processo participativo, realizado pelas ações de extensão promovidas desde 2017 pelo Laboratório de Projetos do Departamento de Arquitetura e Urbanismo – LabProj – onde também será desenvolvido esse projeto de extensão. Os resultados esperados são: projeto de arquitetura em nível de anteprojeto, com estimativa de custos de construção; elaboração de oficinas e eventos de integração entre estudantes e indígenas; publicação de artigo em periódico científico relatando e refletindo sobre a experiência e seus resultados.

Equipe de professores: 
Prof. Fábio Ferreira Lins Mosaner (Coordenador)
Prof. Ricardo Socas Wiese
Profa. Anna Freitas Portela de Souza Pimenta
Equipe de estudantes 
Heloísa Costa da Silva
Paulo Cesar Souza Pinheiro
Pedro Jerônimo
Colaboradores 
Arq. Fernanda Machado Dill
Início do projeto: 2022